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POLÍTICA SALTENSE: LEMBRANÇAS E REVELAÇÕES (Parte 2)

  • Foto do escritor: Valter Lenzi
    Valter Lenzi
  • 7 de jun. de 2016
  • 3 min de leitura

Fatos pitorescos nos primeiros anos de funcionamento da Câmara (século XIX)


Lavadeiras eram expulsas por gerente

Um abaixo-assinado foi apresentado em novembro de 1899 contra o ato do gerante das fábricas Júpiter e Fortuna, que expulsara as lavadeiras do local conhecido como “Rebojo”, onde elas lavavam suas roupas. Também os pescadores tinham sido proibidos de passar pelos terrenos das indústrias.

Solicitada indenização pelo envenenamento de cão

Um cidadão solicitou, em dezembro de 1901, que a Câmara o indenizasse pelo envenenamento do seu cão. O presidente do Legislativo deu o seguinte despacho: “Prove com testemunhas estar o cão, na ocasião do envenenamento, com o devido colar e carimbo”.

Viagens de trole para Itu eram indeferidas

O delegado suplente solicitou à Câmara, em outubro de 1902, que fossem pagas 4 viagens de trole (carruagem rústica) para Itu, em serviço de polícia, mas seu pedido foi indeferido.

Lei sobre matança de cães não era revogada

Vinte e cinco eleitores saltenses solicitavam, em junho de 1903, a revogação da lei que determinava a matança de cães e solicitava um imposto anual de 25 mil réis para os mesmos. O pedido foi indeferido: a matança deveria continuar.

100 mil réis para ajudar Santos Dumont

Atendendo solicitação da Câmara Municipal de São Paulo, feita em novembro de 1903, a Câmara de Salto aprovou uma verba para auxiliar Santos Dumont em suas experiências aeronáuticas que brevemente iria começar em Paris. Uma verba de 100 mil réis foi aprovada.

Caixão aberto de cadáveres não era permitido

Projeto de lei apresentado por um vereador, em setembro de 1905, determinava a proibição da condução de cadáveres para o cemitério com o caixão aberto, fosse o morto adulto ou criança.

Proibido pescar peixes grandes e soltar busca-pés

Uma lei aprovada em janeiro de 1906, proibia a pescaria de dourados, piracanjubas e outros grandes peixes de 1º de outubro a 31 de janeiro, às margens do Rio Tietê. Também proibia soltar busca-pés, nas ruas da vila, sendo os infratores punidos com multa de 30 mil réis e dois dias de prisão.

Contra o fechamento do comércio aos domingos

Proprietários da padarias e de quitandas, assim como os barbeiros, requeriam, em dezembro de 1906, o não fechamento de suas portas aos domingos e dias santificados, o que foi aprovado pela Câmara. Outras propostas, apresentadas anteriormente, pediam o fechamento do comércio às 3 horas do domingo, o que foi aprovado inicialmente e depois houve a revogação.

Esclarecimento sobre o “corpo estranho na tinta”

Até a década de 1990 as atas da Câmara eram feitas manualmente num livro próprio e às vezes aconteciam alguns fatos interessantes. Em outubro de 1908, por exemplo, quando as atas eram registradas utilizando-se caneta e tinteiro, o presidente do Legislativo comunicou aos seus pares que “no final da ata da reunião anterior, onde se vê um borrão, foi devido à existência de um corpo estranho na tinta”.

Discussão sobre vacas e touros nas ruas da cidade

Numa das sessões de agosto de 1910 um vereador solicitou ao prefeito que cumprisse a lei de posturas municipais, proibindo que os animais continuassem vagando pelas ruas. O prefeito respondeu que se esse pedido fosse aceito ele se demitiria do cargo, ao que o vereador proponente acrescentou que vacas e touros eram vistos em disparada pelas ruas da cidade. O prefeito explicou que já havia solicitado ao responsável pelos animais que colocassem tranca e cadeado nas porteiras do caminho da Usina de Força e Luz, mas não fora atendido.

 
 
 

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