OPINIÃO
- 10 de out. de 2016
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Pela 1ª vez na história eleição não apontou vencedor
Grande parte do eleitorado saltense formado por 86.030 eleitores ainda está frustrada porque a eleição para prefeito deste ano ainda não apontou um vencedor. Aliás, apontou um vencedor provisório, o surpreendente Laerte Sonsin Júnior, mas vamos ter que aguardar a decisão sobre o candidato mais votado, Geraldo Garcia, que depende do julgamento dos seus recursos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A vitória de Geraldo já era aguardada, mas a previsão para a colocação dos demais candidatos acabou sendo totalmente modificada pelo resultado apresentado, pois Laerte, que em várias pesquisas sempre apareceu como 4º colocado, pulou para o 2º posto, ficando à frente, inclusive, de Juvenil Cirelli, que todos indicavam como o maior adversário do ex-prefeito. E o dr. Ângelo Domingos Nucci, que sempre era considerado em 3º lugar e à frente de Laerte, acabou indo para o último posto.
Já tivemos a oportunidade de expressar nosso ponto de vista sobre o resultado do pleito, na edição da última quarta-feira, quando apontamos as possíveis causas da grande surpresa proporcionada pelo candidato Laerte. Ele era uma alternativa para os que não pretendiam votar nos candidatos favoritos, Geraldo e Juvenil, ou que foram favoráveis a um nome novo na política local. Também recebeu votos de muitos que pretendiam votar em Geraldo, mas temiam que ele fosse impedido pela Justiça Eleitoral de tomar posse, ameaça que ainda persiste. E a terceira razão é porque se trata de um saltense, mais jovem que os outros candidatos, que demonstrou bons conhecimentos sobre a situação do município nas entrevistas que concedeu.
Surpresa também foi a votação de Juvenil, bem inferior ao que se esperava, pois ninguém imaginava que ele ficaria em 3º lugar, longe de Geraldo e atrás de Laerte. Pelo que fez nos quase 4 anos de mandato, a expectativa era que seria melhor avaliado, apesar de algumas medidas que mereceram críticas, mas ele também executou algumas obras importantes, que parecem não terem sido levadas em conta.
Foi a primeira vez na história eleitoral saltense que as eleições não apontaram um vencedor apto eleitoralmente a tomar posse. Contribuíram para isso as modificações processadas na legislação, nos últimos anos. Antes, se o candidato com maior número de votos tivesse problemas relacionados à impugnação, assumia o 2º colocado, mas hoje prevê-se a realização de uma nova eleição. Isso também será um fato novo na política saltense, o jeito então é esperar pela definição, mas a tendência é que só venhamos a conhecer aquele que governará Salto no final deste ou no início do próximo ano.


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