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OPINIÃO

  • 12 de dez. de 2016
  • 2 min de leitura

A suspensão das cirurgias do AME


- “Paguei!” - “Não pagou!”. Parece briga de criança ou de duas pessoas que não se entendem. Na semana passada, quando surgiu a notícia da suspensão das cirurgias eletivas realizadas pelo AME – Ambulatório Médico de Especialidades, procuramos ouvir as partes envolvidas para saber se procediam os reclamos. A Prefeitura e o Hospital São Camilo garantiram que o dinheiro não chegou, informando até os valores: R$ 276,6 mil referentes aos materiais de consumo e R$ 1,1 milhão correspondente à prestação de serviços do mês de novembro. A Secretaria da Saúde do Governo do Estado, consultada por este jornal, respondeu que mantém em dia todos os repasses à Prefeitura de Salto para o custeio do AME, acrescentando que desde 2015 já repassou R$ 27,3 milhões, sendo que o último pagamento ocorreu em novembro e ainda estão sendo previstos em convênios outros 3 milhões de reais para serem repassados. Terminou garantindo que a alegação de atraso nos repasses não procede, lembrando também que “a unidade é municipal e quem responde por seu funcionamento é a Prefeitura”.

O maior prejudicado com essa polêmica não é nenhuma das partes, mas aqueles que dependem das cirurgias para resolver seus problemas de saúde. Os que estão nessa situação e receberam o aviso de que não seriam operados nas datas marcadas, lamentaram o adiamento, mas pior foi o que aconteceu com uma senhora que foi internada na quarta-feira para se submeter a uma cirurgia no dia seguinte, ocorrendo todos os procedimentos, inclusive tomando os remédios necessários, mas momentos antes de ir para o centro cirúrgico recebeu a notícia de que a operação fora suspensa e ela teria que voltar pra casa.

Suspender as cirurgias marcadas para os dias posteriores a gente até aceita, embora lamente profundamente, mas deixar de atender um caso como o dessa senhora, que viveu momentos de expectativa, concluídos com a frustração, é coisa que jamais deveria acontecer. Nesse caso o Hospital São Camilo e os próprios médicos que iriam atendê-la deveriam ser responsabilizados até mesmo na Justiça, como, aliás, lhe foi sugerido quando ela foi reclamar. Também sugeriram que ela levasse o caso até a imprensa, o que ela fez, procurando este jornal.

Esse caso demonstra que antes de tomar uma atitude, é preciso agir com a devida cautela, analisando com o devido cuidado a situação, coisa que infelizmente não ocorreu, pelo açodamento do Hospital e dos médicos.

 
 
 

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