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POLÍTICA SALTENSE

  • Foto do escritor: Valter Lenzi
    Valter Lenzi
  • 9 de jan. de 2017
  • 2 min de leitura

Nas posses dos prefeitos o clima

nem sempre foi amistoso


A partir de quando os prefeitos de Salto passaram a ser eleitos, o que aconteceu no início da década de 1950, com a redemocratização do país, as posses dos novos mandatários na maioria das vezes foram aguardadas com expectativa. Isso acontecia principalmente quando o prefeito era de um partido ou facção e o seu sucessor de outra.

Foram tranquilas, por exemplo, as posses ocorridas nos últimos anos da década de 1950 e início da de 1960, quando Joseano Costa Pinto e Hélio Steffen, respectivamente em 1956 e 1964, assumiram o comando do município. Joseano, que era vereador, foi indicado por Vicente Scivittaro, o “Chinchino” como seu sucessor, mas logo romperam e os “dias de lua de mel” foram substituídos por embates no campo político, tendo Joseano se unido à oposição. O mesmo aconteceu com Hélio Steffen, também indicado por “Chinchino”, com o qual mantinha uma amizade e um companheirismo de vários anos, mas que acabaram rompendo a amizade e a convivência. Tanto Joseano como Hélio justificavam suas atitudes, alegando que “Chinchino” pretendia continuar mandando na Prefeitura e por isso se revoltaram.

A transferência de Joseano para Jesuíno Ruy (1969) não teve muitas provas de amizade, mas logo ambos se declararam adversários políticos, sendo muitas as disputas verificadas. Josias Costa Pinto, eleito em substituição a Jesuíno (1973), eram adversários declarados e a cerimônia se resumiu a um aperto de mão sem maiores concessões. De Josias para o primeiro mandato de Pilzio Nunciatto Di Lelli (1983) não houve muitas caras fechadas, pois tinham razoável convivência, o mesmo acontecendo de Pilzio para Eugênio Coltro (1989), que pelo menos se respeitavam.

Pela primeira e única vez na história das posses para o Executivo houve a ausência do antecessor (Coltro), que não compareceu à Prefeitura para passar o cargo para Jesuíno (foto - 1993), deixando a incumbência para um dos seus assessores. Apesar de não


ter sido bem recebido na cerimônia de posse nesse ano (foto), Jesuíno compareceu e nesse dia João Guido Conti teve que pedir para que não o vaiassem, pois foi mal recebido pelos presentes à cerimônia de posse, o que também aconteceu pela primeira e única vez. De João Conti para Pilzio (segundo mandato, iniciado em 2001) e de Pilzio para Geraldo Garcia (2005), não houve atitudes belicosas. Quando Juvenil assumiu, em 2013, esperava-se que o clima fosse carregado, mas apesar de sua revolta contra o rompimento feito por Geraldo, não ocorreu nenhum incidente, apenas uma justificável falta de sorrisos.

Finalizando, em janeiro de 2017, Geraldo voltou à Prefeitura e Juvenil pelo menos visualmente, não demonstrou o seu descontentamento pela derrota sofrida e pelo que aconteceu 4 anos atrás. Ambos até posaram se abraçando e sorrindo...

 
 
 

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