OPINIÃO
- 1 de jan. de 2018
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Redução de gastos marcou o ano
Chega ao fim o primeiro ano de governo dos prefeitos que tomaram posse em 1º de janeiro deste 2017. A maioria deles encontrou prefeituras com dívidas e muitos encargos deixados pelas administrações anteriores, por isso o que marcou suas gestões neste início de mandato foi “economizar” e a qualquer custo. Em Salto a atuação do prefeito Geraldo Garcia não foi diferente. Para reduzir os gastos ele tomou algumas atitudes impopulares, como o corte da verba destinada ao transporte intermunicipal de estudantes universitários, o que provocou muitas críticas, não só por parte dos que eram beneficiados, mas também de outras pessoas que entenderam que esse tipo de gasto poderia perfeitamente ser mantido, pois dava condições de estudo a um bom número de estudantes cujas famílias carecem de recursos financeiros. Na época (início da atual gestão), Geraldo também cortou o Cartão Escolar, alegando que o Tribunal de Contas não aprovava esse tipo de medida, mas foi adotada pela administração anterior (que o criou) e só mereceu apontamento por parte do Tribunal. Para quem não sabe, apontamento é quando o Tribunal não concorda com determinada medida, mas nem por isso rejeita as contas. Outras três atitudes impopulares, estas na área cultural, foram a falta de apoio às escolas de samba para os desfiles carnavalescos (que não aconteceram neste ano), a não realização do espetáculo da “Paixão de Cristo”, um evento muito esperado e que atraía pessoas das cidades vizinhas e a não realização da Festa Itálo-Saltense. A redução do valor que era pago por contrato à CSO Ambiental, de 2,6 para 1,9 milhão foi outra medida para reduzir despesas e neste caso foi justificável, pois o valor realmente era alto (e continua sendo). Só que os serviços antes executados, apesar das promessas da empresa e da garantia do Executivo, foram consideravelmente reduzidos. As realizações do atual governo foram poucas e não expressivas, como a entrega de 50% de capacidade da creche do Jardim Soberano, construída pela administração anterior, e a adaptação do prédio do antigo Distrito Policial, no Jardim das Nações, para ser utilizado como creche. Melhorou a estação de tratamento de água do Buru, mas graças ao apoio da MRV. Na área da Saúde, que ainda está a merecer investimentos maiores, melhorou o atendimento nos postos, que hoje não está tão ruim como antigamente. Como não poderia deixar de ser, inaugurou duas pracinhas e implantou o ecoponto do São Pedro e São Paulo. Na área da segurança, houve melhoras na Guarda Civil Municipal, inclusive com a implantação de um grupo para evitar tumultos. No turismo, foi construído o Parque da Ilha, mas ainda não foi concluído e a Ponte Pênsil, infelizmente, continua fechada. Essas medidas não são de grande repercussão, apenas contribuíram para que a avaliação do primeiro ano do governo de Geraldo não seja negativa. Ele leva uma nota 5, pelas poucas realizações e também por algumas das medidas impopulares que tomou e que certamente irão prejudicar sua imagem perante uma boa parcela da população. Terá três anos pela frente para mostrar serviço, lamentando-se que, de cara, não vai destinar verba para o transporte intermunicipal de estudantes, segundo apontam alguns vereadores. Será que teremos carnaval, “Paixão de Cristo”, melhorias na Saúde e na Educação, algumas obras mais importantes, principalmente as relacionadas ao turismo, ou 2018 será um ano tão chocho como foi este 2017 que chega ao fim?


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