OPINIÃO
- 13 de nov. de 2019
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Pedágio caro, falta de trevo e de radares
A ARTESP – Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo é uma autarquia do Governo do Estado, vinculada à Secretaria de Governo. Foi criada em 2002 e tem como objetivo assegurar o cumprimento de normas que regulamentam os serviços públicos delegados de transporte, assim como garantir a execução de contratos firmados entre o Estado e a iniciativa privada. Segundo um relatório apresentado pela Agência, ela “é a intermediária desta relação entre Governo, concessionárias, permissionárias, autorizatárias e usuários, promovendo o equilíbrio dos interesses das partes”.
Não temos reparos a fazer quanto ao cumprimento dos objetivos e atribuições por parte da Artesp, mas temos questionado, sem obter as respostas que nos satisfaça, algumas situações relacionadas a uma das empresar que mantém contrato com a Agência. Uma dessas situações é relacionada ao preço absurdo que é cobrado no pedágio existente no trecho de cerca de 40 quilômetros, entre Salto-Campinas, que pode ser considerado um dos mais elevados dos existentes nas rodovias de todo o Estado: R$ 13,80 na ida e os mesmos R$ 13,80 na volta, dando um total de R$ 27,60. Esses valores têm sido reajustados periodicamente e cada vez que isso acontece causa revolta entre aqueles que necessitam viajar para Campinas ou para outros municípios mais adiante. Chega-se à clara confirmação que é um preço por demais alto, se considerarmos que se fizermos o mesmo percurso de cerca de 40 quilômetros, entre Salto e Sorocaba, vamos pagar apenas R$ ....... Por que essa diferença? Questionamos a Artesp há algum tempo e a resposta que recebemos é que não pode haver mudança na cobrança antes do encerramento do contrato, o que só deve ocorrer em 2028(!), pois em 2006 o contrato de concessão da Colinas foi prorrogado até esse ano, o que está sendo contestado na Justiça pela concedente (Artesp).
Mais recentemente Salto tem reivindicado um trevo no km 48 da SP-75, no acesso à Estrada Velha Salto-Indaiatuba, mas a Assessoria de Imprensa da Artesp informa que não há pedido formalizado junto à Agência. O secretário do Planejamento, Sérgio Baldi, por seu lado, confirma que existem negociações, sim. Quanto aos radares, a Assessoria de Imprensa da Artesp reconhece que “com as condições geométricas da via, há prática de velocidade acima da regulamentada, por parte dos usuários, o que contribui para a ocorrência de acidentes observados na rodovia”. No entanto, não garante que serão instalados radares a curto prazo. Ou seja: o doente está necessitando de remédios, mas não sabe quando vai receber.
Temos consciência que este nosso comentário não vai operar milagres, como a redução do preço do pedágio, implantação do trevo no km 43 da SP-75 e instalação de mais radares na rodovia. No entanto, como diz um velho ditado, “quem cala consente” e por isso temos que continuar reivindicando, confiando que um dia seremos atendidos.
CÁ ENTRE NÓS
Cáritas na Câmara
Duas representantes da Cáritas Interparoquial estiveram na Câmara terça-feira e, usando da palavra na Tribuna Livre, agradeceram os vereadores que destinaram parte das suas emendas impositivas à entidade. Célia Mosca Bergantin e Claudimara Santa Rosa aproveitaram para falar sobre a Cáritas, revelando que o objetivo dela é fazer as pessoas mais felizes. Não pode atender a todos que a procuram, por isso existe uma lista de espera de 300 crianças, mas as emendas impositivas colaboram para que possa ser atendido um número maior delas. A Cáritas mantém-se com dificuldade, pois recebe dos governos estadual e municipal cerca de 157 mil reais ao ano e seu custo é de 400 mil, sendo seus membros obrigados a recorrer a rifas, vendas de doces e de outros produtos. As emendas impositivas vão ajudar muito, mas é necessário que os saltenses, evidentemente aqueles que possuem condições, façam o possível para colaborar não só com a Cáritas, mas também com outras entidades, que vivem os mesmos problemas. Elas merecem!
Cícero exagerou
O vereador Cícero Landim é um dos críticos mais frequentes do prefeito Geraldo Garcia e esse não é um defeito. Todo governante precisa ter oposição, pois se isso não acontecer poderão haver abusos ou, o que é ruim também, acomodação. Além disso as críticas alertam e podem ser úteis para o governante, que não tem razão nenhuma para rejeitá-las ou ignorá-las, a não ser que elas tenham outros objetivos menos nobres. Tanto Cícero como os demais oposicionistas têm cumprido sua missão de oposicionistas, mas às vezes “saem dos trilhos” ou “derrapam”. Em poucas ocasiões, ou em nenhuma vez, tivemos um exagero como o que aconteceu na sessão de terça-feira último, que pode até ser classificado como desrespeito a uma autoridade pública. Na oportunidade, Cícero destinou ao chefe do Executivo adjetivos que fogem à normalidade, como quando chamou-o de “criminoso” pelo que estaria fazendo com os moradores da região noroeste, no que se refere à falta d’água. Pediu até mesmo que Geraldo seja preso por isso. O criminoso geralmente comete o crime tendo consciência da ação que pratica, o que não é o caso do prefeito, que pode não estar sendo eficiente no combate à falta d’água, mas que tentou beneficiar a população da região noroeste, no final da semana passada, desviando a água de 6 condomínios para ela. Evidentemente, Geraldo, não pretende prejudicar um bom número de cidadãos e as medidas para resolver o problema da falta d’água na região noroeste e em outros pontos da cidade não podem ser resolvidos de pronto, pois existem outros fatores, principalmente a falta d’água nos mananciais. Cícero exagerou, foi agressivo e indelicado, para dizer o mínimo. Espera-se que continue fazendo oposição a Geraldo, mas não parta para a ignorância, agradando os que apreciam a política do ódio, mas merecendo o repúdio dos que optam pela política feita em altos termos.
Caminhões elétricos
Salto tem a felicidade de contar com uma empresa como a CSO Ambiental, que atua na área do meio ambiente, sendo considerada, inclusive, uma das melhores do país no que se refere à coleta de resíduos sólidos, que é 100% mecanizada. Além de diversas atividades, agora surpreende com a utilização de caminhões compactadores elétricos para executar a coleta, o que proporcionará melhoria considerável da poluição do ar, pois deixará de emitir mensalmente 14 toneladas de CO2, um dos principais responsáveis pelo efeito estufa, além de outros gases nocivos à saúde. Também são silenciosos e vão simplificar o serviço que executam, que será ainda mais eficiente. A empresa, Salto e os saltenses estão de parabéns por mais esse melhoramento.
BOCA-DE-SIRI
Rodízio saltense
Segundo este jornal, a Prefeitura iniciou no último final de semana “uma espécie de rodízio”. Não chega a ser um rodízio, como se faz em outras cidades, o nosso tem certas particularidades. Também tira água de um lugar e manda pra outro, mas pode ser que às vezes não vai ter água para mandar. Nesse caso o jeito é desviar o ar, aquele mesmo ar que faz nossos hidrômetros funcionarem quando o abastecimento é interrompido. E pagamos por ele.


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