QUEM FOI QUEM
- 31 de dez. de 2019
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Anastácia Rigolin fez mais de 7.500 partos nos 39 anos em que atuou como parteira
Durante cerca de 39 anos (de 1942 a 1971) a parteira e enfermeira Anastácia Isse Rigolin realizou mais de 7.500 partos, muitos deles em nossa cidade. Quando o município ainda não contava com um Hospital ea Maternidade, o que só aconteceu a partir da 1955, ela atendia em seu consultório ou visitava as pacientes, aos quais prestava todo o atendimento, o que aconteceu até 1971, quando foi atingida por pertinaz doença, tendo que se afastar das funções profissionais que executava.
Anastácia nasceu em Cabreúva e era filha de José Isse, natural da Síria, e de Regina Dalben, nascida em Veneza, Itália. Tinha 7 irmãos: Elza, Benedito, Margarida, Maria do Carmo, Felix, Madalena e Inês. Em 1924 a família mudou-se para Itu e Anastácia, que já tinha o curso primário, fez o ginasial no Colégio Nossa Senhora do Patrocínio. Após se formar, veio a contrair matrimônio com Agnelo Luiz Rigolin, com quem teve dois filhos: Enio Isse Rigolin, que se formou em psiquiatria, tendo trabalhado nos Estados Unidos, e Névio Isse Rigolin, que viveu sua juventude em Salto e após ter-se formado psicólogo, passou a residir em São Paulo. O casal Agnello-Anastácia residiu em Salto durante alguns anos, após o que voltou a morar em Itu. Animada por seu esposo, Anastácia fez o curso de parteira, em 1938, quando já tinha um filho (Enio), tendo prestado exame em 1940, recebendo dois anos depois o diploma de enfermeira e parteira, na PUC. Na festa de formatura ela foi escolhida como oradora da turma, o que revelou o reconhecimento dos colegas pela sua capacidade profissional e de liderança. Não foi somente como enfermeira e parteira que Anastácia atuou. Ela foi também diretora da Maternidade Borges, da Santa Casa de Itu e da Maternidade Nossa Senhora da Candelária, no hospital com a mesma denominação. Também prestou inestimáveis serviços à Maternidade Nossa Senhora do Monte Serrat, a partir de meados da década de 1950, além de atender os chamados vindos da própria cidade, além de Indaiatuba, Elias Fausto, Cardeal, Cabreúva e outras. Dois anos após ter adoecido, em 1971, quando se submeteu a delicada cirurgia do fêmur, foi levada por seu filho Enio para a Inglaterra, residindo por algum tempo na cidade de Norwich. Prestou serviços aos que dela necessitavam por mais algum tempo (até 1979), principalmente no que se refere aos pré-natais, mas nesse ano foi obrigada a se afastar da profissão, depois de mais de 30 anos de dedicação.
Homenagens – Após seu falecimento, em 1996, Anastácia Isse Rigolin foi homenageada em duas ocasiões pela Prefeitura de Salto: em novembro de 1988 foi inaugurada a creche do Jardim das Nações que levou o seu nome e posteriormente foi também denominada uma rua em sua homenagem no Jardim Nair Maria, esta última já nos anos 2.000.


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