QUEM FOI QUEM
- 4 de abr. de 2020
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Ottoni Soares agitou a política saltense, depois foi vereador e se estabeleceu na cidade

Quando Jesuíno Ruy foi eleito prefeito em 1968, iniciando seu primeiro mandato em janeiro de 1969, precisou de um advogado mais ativo para enfrentar as forças políticas da cidade, integradas pelo ex-prefeito Joseano Costa Pinto, deputado Archimedes Lammoglia, Mário Dotta, Hélio Steffen e outros. Recebendo indicação de alguns amigos e correligionários, trouxe para Salto um advogado baiano, Antonio Carlos Ottoni Soares, que provocou uma agitação enorme na política local, inclusive entrando com vários processos contra o prefeito que antecedeu Jesuíno, Joseano Costa Pinto, o qual inclusive acabou condenado em alguns deles, chegando até a ser preso. Ottoni acabou se fixando na cidade com sua família, tendo trabalhado como assessor jurídico da Prefeitura e posteriormente atuando como advogado. Chegou a ser eleito vereador e se candidatou a prefeito numa das eleições municipais, na década de 1970.

Ottoni nasceu em Ubaitaba, Bahia, em 15 de outubro de 1934, filho de Maria de Oliveira e Firmino Pereira Soares. Cursou o ensino fundamental no Colégio Salesiano de Salvador; o ensino médio no Colégio Estadual Presidente Rooselelt; formou-se advogado pela Faculdade Paulista de Direito – PUC São Paulo, cidade para a qual se transferiu na década de 1960; pós-mestrado pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo; especialização em Direito Municipal na Faculdade de Direito da USP – Largo de São Francisco, S.Paulo.
Além de assessor jurídico da Prefeitura de Salto, a partir de 1969, exerceu diversas outras funções em várias cidades: presidente da Federação dos Trabalhadores Cristãos do Estado de São Paulo; ex-assessor do ex-presidente Jânio Quadros, durante 4 meses: ex-militante do PDC – Partido Democrata Cristão; ex-militante da Ação Católica - Juventude Universitária Católica – JUC; instrutor de Cursos de Oratória e outras menos importantes.


Na política – Candidatou-se a vereador em 1972, tendo sido eleito para o quatriênio 1973-1976, com 385 votos, sendo o 2º colocado pelo MDB e o 5º colocado na votação geral dos candidatos a vereador.
Em 1976 se candidatou a prefeito por uma das três sublegendas do MDB, ajudando a eleger Jesuíno Ruy, apesar da baixa votação: apenas 22 votos. Ele tinha como candidato a vice-prefeito o professor Odilo Della Paschoa. Seu partido teve o maior número de votos (8.219), 4 mil votos a mais que a Arena, que também apresentou 3 candidatos (eram os dois únicos partidos
na disputa).
Livros – Ele lançou diversos livros: “Pelos Caminhos da Fé”, em 1972; “Fundamento Jurídico do Contrato de Seguro”, em 1975; “Instituição Municipal no Brasil”, em 1985; “Multas de Trânsito” e “Normas Institucionais em Profusão no Direito Positivo Brasileiro”.
Família – O dr. Ottoni Soares era casado com a artista plástica Ivone Terezinha Ottoni Soares, com quem teve 3 filhos: Alexandra, Suzana e Luiz Felipe, os quais radicaram-se também em Salto, formando suas famílias.
Nos seus últimos anos de vida ele passou a residir na cidade de Sumaré e, numa declaração feita ao jornal Taperá, antes de falecer, expressou seu desejo de voltar um dia a residir em Salto, alegando que na cidade tinha “seus parentes, amigos e raízes históricas”.


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