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OPINIÃO

Reforma administrativa já causa discussões


Antes mesmo de ser encaminhada para Câmara, o projeto da reforma administrativa, elaborado pelo Executivo, está causando discussões, inclusive com posicionamentos contra esta ou aquela medida já anunciada. O prefeito Laerte Sonsin Jr. adiantou a este jornal e inclusive esteve reunido com os vereadores, acompanhado do seu secretário da Administração, expondo algumas das alterações que pretende implantar com referido projeto. Adiantou, por exemplo, que pretende criar a Secretaria de Turismo, mas, na verdade, o termo correto não seria “criar”, mas separar referida secretaria da de Desenvolvimento Econômico. Além dessa medida, existe a intenção de criar a Procuradoria Geral do Município (com status de secretaria); criar 89 cargos comissionados; instituir a demissão voluntária e outras menos importantes.

A transformação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da de Turismo já está causando manifestações contrárias, como aconteceu numa reunião realizada na Câmara, nesta semana, durante a qual a dra. Graziela Costa Leite, advogada especializada em direitos sociais da Saúde, se posicionou contra, no momento atual, além de pelo menos outros dois vereadores expressarem o mesmo ponto de vista. Já defendemos nesta coluna a necessidade de se separar as duas secretarias, pois seu titular não está podendo realizar seu trabalho a contento, tanto na criação de empregos como na solução dos problemas relacionados ao nosso turismo, dois setores importantíssimos no governo municipal. Há que se considerar, antes de tudo, que o turismo é um potencial instrumento em favor da empregabilidade, alguns considerando-o até mesmo uma “indústria”. Os exemplos de cidades que não contam com fábricas de grande porte e oferecem um número considerável de vagas à população, são muitos, podendo-se citar Águas de Lindóia, Águas de São Pedro, Águas da Prata, Barra Bonita, Campos de Jordão e muitas outras.

A mesma doutora Graziela e alguns vereadores já se posicionaram também contra a criação de cargos comissionados, o que não é uma atitude consentânea com a realidade que vivemos. Todos acompanham as dificuldades que a atual administração está tendo para governar, principalmente a falta de pessoal suficiente ou capacitado para executar as tarefas, sendo necessário muitas vezes pagar a empresas especializadas para “fazer andar” algumas providências. Não é a razão primordial da falta de celeridade, que muitas vezes criticamos, mas contribui. Deve-se lembrar que, questionado na legislatura passada, o Ministério Público determinou a dispensa de todos os comissionados dias antes de Laerte Sonsin Jr. assumir. Era intenção do novo chefe do Executivo reduzir em cerca de 50% a quantidade de comissionados e agora está cumprindo a promessa, criando 89 cargos, ao invés dos quase 300 que existiam até a administração passada. É um número razoável e plenamente aceitável, mas alguns vereadores, para demonstrar que, alegando necessidade de fazer economia, estão chegando a argumentar que não há necessidade de cargos comissionados, atitude meramente política, que não se coaduna com as necessidades não só do governo, mas da própria cidade.

Caberá aos vereadores a decisão de separar a Secretaria de Turismo da de Desenvolvimento Econômico e de criar os 89 cargos comissionados. Os mais realistas certamente aceitarão a adoção dessas duas medidas, mas haverá os que querem ficar bem com as pessoas que não têm condições de raciocinar de forma correta, aqueles que usam as redes sociais para eliminar sua bílis, e por isso acabam optando pela ignorância ao invés da sensatez.

 

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