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OPINIÃO

Os mistérios nas contratações para o Hospital


Não é preciso pensar muito para se lembrar e constatar que além dos problemas causados pelos(as) gestores(as) do Hospital Monte Serrat, existem alguns mistérios envolvendo as contratações dos(as) referidos(as). Isso não é de hoje, é bom que se frise. Nas administrações que se sucederam aconteceram coisas que não têm explicação, começando pelo próprio acerto para que as Organizações Sociais assumissem a tarefa de administrar nossa principal casa de saúde (pelo menos no tamanho). Houve oscilações no funcionamento de praticamente todas elas, com períodos em que pareciam cumprir sua missão de forma a merecer elogios, períodos, aliás, que não foram em grande quantidade. Também tivemos (esses em maior número) tempos em que as críticas eram muitas e que prolongaram o sofrimento daqueles que necessitavam atendimento.

Exime-se de culpa os médicos, outros profissionais da Saúde e funcionários em geral, que procuraram sempre cumprir sua missão de forma correta, embora não se possa deixar de registrar que também tivemos entre esses prestadores de serviços alguns poucos que não honraram o cargo que exerciam. Durante o longo período de funcionamento do nosso Hospital Municipal, houve reclamações de funcionários que atendiam mal os pacientes, de demora no atendimento, que inclusive causaram problemas de saúde a um bom número deles; de médicos que não deram a devida atenção àqueles que não iam ao Hospital para passear, mas para resolver seus problemas de saúde. Isso não foi e não é exclusividade do nosso e de nenhum hospital, pois acontece em todos os locais onde as pessoas são atendidas, principalmente quando isso ocorre em grande número.

Mas os mistérios a que nos referimos são outros. A gente não sabe, por exemplo, por que algumas escolhas de Orgnizações Sociais aconteceram, pois oferecer o melhor preço numa licitação não quer dizer que a proponente está apta a cumprir sua tarefa de forma satisfatória, o que poderia acarretar seu afastamento, se houvesse interesse. Algumas foram também mantidas embora existissem razões suficientes para afastá-las de imediato, o que, infelizmente, não aconteceu. Algumas poucas realizaram um bom trabalho, pelo menos em comparação com as demais, porém não houve a preocupação de mantê-las, preferindo-se o caminho das licitações que, quase sempre, funcionaram com o risco de poderiam proporcionar surpresas desagradáveis.

Nos dias atuais as atitudes misteriosas continuam. Não se explica convenientemente, por exemplo, por que a atual gestora IGATS foi escolhida, se ela perdeu no ano passado a oportunidade de assumir o Hospital, numa disputa com a Cesário Lange, porque não tinha o Cebas-Saúde e agora, numa nova disputa entre ambas, as posições se inverteram, com a IGATS vencendo, embora se garanta que ainda não possua o Cebas. Também não se sabe quais foram os critérios para uma escolha de 30 interessadas em assumir o Hospital para serem selecionadas 5, sendo esse número reduzido para 2, dos quais saiu a que assumiu por 60 dias. O currículo da IGATS também não permite dizer que ela mereceu a escolha pois não existe a garantia que se trata de uma empresa de alto nível, embora se possa reconhecer que possivelmente das 30 interessadas, nenhuma delas têm as condições necessárias para assumir nosso Hospital e realizar um bom trabalho. Um outro mistério é o fato do IGATS ter feito uma proposta maior do que está fazendo agora, em mais de 1 milhão, há algum tempo, segundo foi dito na última sessão da Câmara. Como explicar isso, se em poucos meses tivemos um considerável aumento da inflação?

Em resumo, estamos no mato sem cachorro, como se dizia antigamente. Ou, para ser mais precisos, estamos como aquele paciente que vai se submeter a uma delicada intervenção cirúrgica e não sabe sequer se o médico vai aparecer.

 

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