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OPINIÕES

  • Foto do escritor: Valter Lenzi
    Valter Lenzi
  • 30 de set. de 2021
  • 5 min de leitura

Interdição foi baseada em duas mentiras


Pode até não ser, mas tudo está indicando que havia a pré-disposição dos Conselhos Central, Metropolitano e Nacional da Sociedade São Vicente de Paulo de aplicar alguma penalidade no Lar Frederico Ozanan. Segundo nos foi revelado, o mesmo auditor que questionou o fato dos idosos terem sido levados ao MacDonald’s e a um hotel-fazenda, duas mentiras em que a denúncia se baseou, ficou 4 meses na Sociedade, procurando alguma irregularidade e não encontrou nada. Ele vai argumentar: “Mas eu não denunciei nada, apenas pedi esclarecimentos”. Os indícios, porém, demonstram para os que acompanham o desenrolar dos acontecimentos, que havia a previsão de estar havendo má vontade no relacionamento com a presidente Cícera e diretores da Sociedade.

O interventor do Lar esteve 3ª feira na sessão da Câmara para prestar esclarecimentos, mas não disse nada de novo. Teimou em afirmar que o Lar contrariou os estatutos, como se o fato de se levar idosos presos há mais de um ano para um local praticamente deserto e cercado de todas as precauções fosse um crime que merecesse a pena máxima. Apesar de ligados à religião Católica essa gente dos Conselhos não sabe distinguir um pecado mortal de um venial. O mortal é “um pecado grave, cometido quando, ao mesmo tempo, há matéria grave, plena consciência e deliberado consentimento”. O pecado venial é um pecado muito menos grave e ocorre quando não se observa, em matéria leve, a lei moral. Os Conselhos correram logo para a definição que o “passeio” (também chamado pelo interventor de “festa”) é algo merecedor de uma punição digna dos tribunais mais rígidos (e injustos) que já existiram. Cabe muito bem aí a definição do presidente da Câmara: “Nem no tempo da ditadura a gente viu isso”.

Difícil relacionar todas as bobagens que o interventor disse. Com mais de 30 anos como vicentino ele ainda não aprendeu a agir como tal, respeitando os ensinamentos de São Vicente de Paulo e Frederico Ozanan. Não sabe que mesmo nas infrações mais graves (o que não aconteceu) deve-se relevar atitudes que visam o bem e também ignora que o uso do perdão às vezes é necessário para colocar as coisas nos devidos lugares e reparar injustiças como a que foi agora cometida. Não foi nada humilde, pelo contrário foi arrogante, como se fosse aquele que dá a última palavra, embora não tenha condições para tal. Procurou elogiar o Lar e sua presidente Cícera, mas ignorou os golpes traiçoeiros que praticou, como cúmplice de uma atitude vergonhosa do Conselho Nacional, que não levou em conta um trabalho de 70 anos praticados pelos vicentinos saltenses em favor do Lar. Tentou usar os idosos que faleceram vítimas da Covid, não levando em conta que o tal “passeio” não causou nenhum mal aos que são assistidos pela São Vicente de Salto, pelo contrário, só os beneficiou. Também não esclareceu direito a visita de empresários do ramo imobiliário no dia 7 de maio às dependências do Lar, limitando-se a dizer que a venda do patrimônio depende de votação.

Em resumo, o interventor não aceitou nenhum dos argumentos que lhe foram apresentados, o que quer dizer que ele se considera o homem que em nome dos Conselhos representa o poder absoluto e indiscutível. Se persistir nesse posicionamento, vai ter que suportar toda a revolta da população saltense, expressada pelas suas forças mais representativas, além do cidadão comum, que conhecem a lisura, a honestidade de propósitos e a correção de uma entidade que sempre teve uma vida exemplar, agora questionada por elementos sem as condições necessárias para um julgamento isento.


CÁ ENTRE NÓS


LICITAÇÃO SUSPENSA

A Prefeitura demorou uma eternidade para elaborar o edital para a contratação do novo gestor do Hospital Monte Serrat e o Tribunal de Contas do Estado suspendeu a licitação que deveria acontecer no final deste mês. Foram considerados inadequados alguns itens do edital, o que deverá exigir mais alguns dias ou meses para que sejam feitos os devidos “consertos”. É lamentável que isso ocorra, pois o atual gestor (Caminho de Damasco) não está disposto a prosseguir e sequer deseja participar da nova licitação. O argumento maior seria que o valor do contrato não compensaria assumir a administração, pois não suportaria as despesas que terão que ser enfrentadas. Deve haver alguma razão para essa justificativa, pois recentemente o gestor pretendia pagar em 2 vezes o salário aos que lhe prestam serviços.


AÇÃO DO MP

Utilizando mais ou menos o mesmo estilo adotado pelo atual você-prefeito, Edemilson dos Santos, quando era vereador, Vinícius Saudino tem recorrido ao Ministério Público para apontar algumas irregularidades cometidas na atual administração. Atendendo uma representação por ele proposta, foi ajuizada uma Ação Civil Pública pelo MP contra a empresa que administrava o estacionamento rotativo na cidade. a DAC, e contra a Prefeitura, na pessoa do prefeito Laerte Sonsin Jr. Este considerava que cabia à empresa a devolução dos créditos pagos antecipadamente no aplicativo pelos que utilizavam a Zona Azul, mas o promotor pensa diferente e entende que o município tem também sua responsabilidade no caso. Caberá agora a um dos juízes de nossa comarca apreciar a ação e agir de acordo com seu entendimento, não se prevendo o que ocorrerá.


EMENDA REJEITADA

Depois de ter sido aprovada por unanimidade de votos na sessão da semana passada, uma das emendas à Lei Orgânica do Município, apresentada por alguns vereadores, foi rejeitada em 2ª votação, nesta semana. É que houve o alerta de que apesar da Assessoria Jurídica da Câmara ter considerado a proposição constitucional, o vereador líder de governo, Gideon Tavares, e outros vereadores que contribuíram para que ela fosse rejeitada nesta semana, previram que não apenas o atual, mas os futuros prefeitos podem ser afastados do cargo, podendo até vir a perder o mandato. Alguns entenderam que se trataria de um ato político, podendo haver a tomada de posições por adversários de quem ocupar o governo, mas os favoráveis à emenda acharam que é isso mesmo, um ato político. O próprio prefeito Laerte revelou sua preocupação e antecipou que entraria na Justiça caso a emenda fosse aprovada, mas isso não aconteceu, inclusive com votos de considerados oposicionistas, como Vinícius Saudino.


DESBUROCRATIZAÇÃO

A burocracia é uma praga que precisa ser eliminada o quanto antes. Na Câmara foi debatido um Estatuto de Desburocratização, de autoria do vereador Daniel Bertani, que deverá ser votado na próxima semana. Espera-se que esse Estatuto seja estudado com toda atenção e venha a produzir seus efeitos, pois outras tentativas, em caráter nacional, já foram apreciadas e votadas, mas a situação não mudou quase nada.


BOCA-DE-SIRI


PRAÇA INVADIDA

Tem os moradores em situação de rua, que merecem todo o apoio para que voltem à vida normal e os moradores “em situação de praça”, aqueles que invadem locais, como a Praça XV de Novembro, ocupando o lugar destinados às famílias, dando mau exemplo, sujando o local, consumindo bebidas alcoólicas e possivelmente até drogas. Além dos moradores, o pessoal que frequenta a praça não está gostando nada disso. Eles adoravam os gritos de “truco!”, que agora não se ouve mais.

 
 
 

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